ESCRITOS EM SÁTIRAS TORTAS

É possível um texto não dizer nada? O texto de hoje é em anônimo e livre para interpretações!

Um texto que tinha tudo para dizer algo, mas que não diz nada.


Esse é apenas mais um texto mesquinho. Não possui nenhum tipo de análise econômica, crítica à política brasileira ou grandes teses. Não aborda ideias mirabolantes ou transformadoras. Não mesmo. Nem faço questão de que esse conjunto de palavras organizadas em orações seja aclamado como texto. Me despeço aqui de meu papel como autora literal, explícita, que agarra a mão de seus leitores e os leva até as evidências. Até por que não há evidências aqui, se não escritos lúdicos, se é que posso chamá-los como tal. Não há papo cabeça para você se declinar ou ideologias enviesadas. Se preferir, isso pode ser apenas letras jogadas de forma completamente aleatória que, por acaso, vieram a fazer algum sentido. Permito-lhe que abstraia essas frases e coloque em seus devidos lugares o que lhe cair melhor. Permito-lhe que as inverta, coloque-as em ordem alfabética, ou em ordem decrescente de menor cabimento. Esse negócio inominável pode ser até uma composição de achismos e interpretações vis e insensíveis, se assim quiser que seja. Mas já aviso-lhe, caro (ou não) leitor, caso não queira ler ridicularidades, argumentos infundados, pontos que não chegam a conclusão alguma, recomendo-lhe que pare aqui mesmo. Nem ouse continuar mais uma vírgula. Afinal, se nem digno de classificação textual isso é, quem dirá digno de sua atenção. Esse negócio de nada te serve. Não há palavras rebuscadas ou conceitos sofisticados para serem aprendidos. Como mencionado, é apenas mais um texto mesquinho. Depois não vá dizer que não lhe foi avisado. Seja lá como for, talvez esteja transcrito aqui uma metamorfose textual. Quem sabe, isso realmente o seja. Sem começo, meio ou fim. Se é para ser inominável, prefiro não idealizar nada no mínimo. Sem personagens, protagonistas ou antagonistas. Pode ser que nem interlocutor tenha, caso tenha seguido minha recomendação. Caso contrário, até pediria desculpas por isso ser algum tipo de retrocesso à sua formação intelectual, caro leitor, entretanto, isso apenas o será se quiser que seja. Porém, isso pouco importa. Não pedirei desculpas algumas, na verdade. Se continua aqui é talvez porque a curiosidade da linha seguinte o tenha impedido de voltar à realidade, penso eu. Ou a busca incessável por algum tipo de conclusão, lição de moral ou desfecho que explique toda essa falta de contexto aqui colocada. Afinal, é o mínimo que poderia fazer àqueles que chegaram até esse ponto final. Mas livro-me de qualquer culpa pela falta de sentido e precisão. Se realmente quiser que isso tudo faça algum sentido, então assim o torne. Traduzível. Explicável. Racional. Caso não, sugiro que permita a si, isso, essa coisa desclassificada, sem parâmetros qualitativos ou lógica. Autorize-se não entender, ser incompreendido. Isso é o máximo que posso lhe indicar. De resto, ficam suas interpretações.

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