Os movimentos antivacina e a COVID-19: como a desinformação nasce, cresce, lucra e mata

Expectativas sobre a chegada das vacinas não faltam. E, junto com elas, especulações irreais. O movimento contra a vacinação existe há mais de um século e se transforma de acordo com seu tempo. Hoje, pela internet, espalha mentiras e descrédito à ciência. No texto de hoje, nossa redatora, Laura Kirsztajn, discorre sobre alguns exemplos, desmente fake news e reflete sobre como, em meio a uma pandemia, o movimento antivacina prova ser um desserviço para um mundo em crise.

Se você não vive debaixo de uma pedra, provavelmente já entrou em contato com alguma notícia falsa ou teoria da conspiração relativa às vacinas, especialmente agora, com o grande espaço midiático dado à produção da(s) vacina(s) para a COVID-19.


Apesar de esse tipo de desinformação se tratar de algo lunático e ignorante para a maioria das pessoas, ela não é inocente ou incapaz de causar danos terríveis à saúde pública. É por isso que precisamos conhecer as conspirações ou os conspiracionistas, para que possamos combatê-los de forma efetiva. A grande dificuldade aqui é que, nas nossas discussões habituais, utilizamos a metodologia científica como insumo para contra-argumentar com a própria ciência. Entretanto, quando nos deparamos com a anticiência, a pseudociência na sua forma mais pura, ficamos de mãos atadas. Como argumentar com alguém que desacredita a raiz da produção científica? O que há, além da ciência, para combater a anticiência?


Primeiro, precisamos entender: como surgiu o movimento contrário à vacinação? Uma das principais explicações é de que o movimento tenha surgido após uma pesquisa fraudulenta publicada na revista científica The Lancet, em 1998, a qual dizia que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola causaria autismo. Logo após, diversos cientistas desacreditaram o artigo; o autor perdeu o registro médico, foi processado e a publicação retirada de circulação¹. Mas o estrago foi feito: jornais do mundo inteiro já haviam divulgado os resultados da pesquisa. Outros afirmam que o início do movimento foi em 1982, após a exibição de um documentário chamado DPT: Vaccine Roulette, que associava a vacina tríplice bacteriana (contra difteria, tétano e coqueluche) a danos cerebrais².


Poucos mencionam, mas, mesmo antes de a vacina ter sido de fato desenvolvida, já havia grupos contrários a técnicas semelhantes, como a “variolação” (surgida na Ásia)³ feita no século XVIII, que enfrentou campanhas contrárias quando foi levada aos Estados Unidos. No século XIX, com a criação da vacina para a varíola, por Edward Jenner, e a posterior obrigatoriedade da vacinação no Reino Unido, houve a criação da Liga Nacional Antivacinação, em 1853. Assim, desde o século XIX, os argumentos antivacina envolviam a alegação de que tomá-las faria a pessoa ficar doente, que seus componentes eram venenosos e que elas não funcionavam. Ainda, indicavam práticas alternativas e pseudocientíficas, como a homeopatia, e usavam sua própria literatura antivacina como referencial, sem qualquer fundamentação. No século XX, em 1973, dois pediatras relataram que crianças por eles atendidas tiveram complicações neurológicas após serem vacinadas, mas, na realidade, eles não viam aquelas crianças há meses ou anos. A cobertura midiática sobre o caso resultou em queda das taxas de imunização na Inglaterra e em outros países que noticiaram o estudo.


Países europeus e os Estados Unidos têm movimentos antivacina muito organizados, o que costuma se explicar pelo fato de a vacinação ser feita em clínicas privadas e depender dos pais da criança, sem haver um papel forte de agentes de saúde e trabalhos de conscientização. No caso do país norte-americano, grande parte dos estados permitem que as crianças não se vacinem por motivação religiosa. Sabendo desse contexto, é possível compreender por que muito do conteúdo antivacinação divulgado nas redes sociais está em inglês ou foi retirado de algum site ou grupo estrangeiro, com traduções (geralmente mal feitas) das notícias falsas criadas por pessoas de fora do Brasil. Assim, nós importamos as fake news de outros países, ou, muitas vezes, eles que deliberadamente exportam para nós.


Entre outros fatores que instigam esse tipo de movimento, pode-se citar o comentário de Lessandra Michelin, da Sociedade Brasileira de Infectologia, que aponta como a oposição a vacinas é fortalecida em épocas nas quais as doenças estão mais controladas e não fazem mais parte do imaginário da população. Isso porque essas pessoas não testemunharam a doença e suas sequelas, o que as faz temê-las menos.


Um discurso muito comum entre os conspiradores é a vacina ser algo extremamente perigoso para a saúde, inclusive letal. Trazem imagens de crianças com reações alérgicas e até notícias de supostas mortes e sequelas irreversíveis. No entanto, muitas vezes isso é uma manipulação do que se entende por “efeitos colaterais” (geralmente febre e dores), ou o uso de vacinas quando é contra-indicado pelos especialistas (como é o caso de quem tem alergia a algum dos componentes ou é imunossuprimido). A vacina com o vírus morto não pode levar alguém a desenvolver a própria doença, como muitos conspiracionistas alegam. O que ocorre frequentemente é a pessoa associar os sintomas de outra doença contraída como se fosse uma reação à vacina.


Apesar de discursos antivacinação circularem há muito tempo, a desinformação quanto às vacinas para a COVID-19 vem tomando todas as redes sociais de maneira estratosférica. É possível citar uma série dessas fake news, que vêm em forma de vídeos, memes, publicações, áudios, desenhos etc. Para realização deste texto, coletei algumas das principais teorias conspiratórias que estão sendo compartilhadas nas redes sociais, com as provas de que estão erradas e uma breve análise de como elas são preparadas e disseminadas. No entanto, para evitar que esse tipo de mensagem seja reproduzida, não coloquei imagens ou capturas de tela desses materiais, apenas trazendo seu conteúdo. A questão a ser apontada é que nenhuma dessas teorias é nova: existe um movimento de “reaproveitar” e “repaginar” as teorias criadas há décadas.


Seguem abaixo as mais comentadas e repetidas nos últimos meses (caso queira saber de outras, basta acessar a Revista Questão de Ciência, que combate a desinformação):


FALSO: Vacinas usam células de fetos abortados

Algumas postagens viralizaram nos últimos dias alegando que a vacina para COVID-19 desenvolvida pela Universidade Oxford foi produzida a partir de “células de bebês abortados”. Esse tipo de notícia falsa manipula a situação real: para a produção da vacina, utilizou-se a linhagem de células HEK-293 (human embryonic kidney, rim de embrião humano). Em 1970, as células específicas foram retiradas de um feto que foi abortado legalmente na Holanda, sendo desde então utilizadas em laboratório por meio da imortalização, o que permite que a comunidade científica mundial possa utilizar tal material. Essas culturas utilizando linhagens celulares originadas de tecidos humanos servem como “fábricas de proteínas” para os vírus atenuados se multiplicarem.


Assim, as células em questão não compõem o produto final, que é a vacina, a qual é composta pela proteína produzida ou pelo vírus nela replicado. Não são feitos abortos para que as vacinas sejam feitas; como dito anteriormente, a cultura veio de um único feto, em 1970. O uso de tecidos humanos como fábricas de proteínas é extremamente comum: a vacina contra a poliomielite foi produzida a partir da linhagem das células do câncer de colo de útero de uma mulher afro-estadunidense chamada Henrietta Lacks, em 1951 (linhagem HeLa)¹⁰. No caso de Lacks, isso foi feito sem sua autorização, mas, hoje em dia, para serem utilizados quaisquer tecidos, como as células tronco de um cordão umbilical, as células de um feto resultante de um aborto espontâneo ou as células de uma pessoa morta que entregou seu corpo para a ciência, é preciso haver autorização expressa do doador ou de seus familiares.


FALSO: Cientista morreu após tomar a vacina experimental para a COVID-19

Disseminou-se pelas redes sociais uma publicação que dizia que a cientista Elisa Granato, uma das primeiras pessoas a tomar uma dose da vacina de Oxford, teria falecido logo em seguida, em 23 de abril. No entanto, a BBC entrou em contato com a pesquisadora e ela relatou através de um vídeo que estava bem viva¹¹. A mensagem continha referências a um pronunciamento dos “pesquisadores”, “autoridades” que teriam informado sobre a morte e “investigadores” que estariam averiguando a sua causa, além do link para um site de notícias¹². Como muitas notícias do tipo, não há nomes ou maiores aprofundamentos sobre os envolvidos, com referências genéricas a profissionais, o que dificulta que se confira e cheque a informação. O fato de um site ter publicado a notícia falsa facilitou ainda mais que muitos outros a republicassem. O nome do autor da notícia aparentemente só existe nesse site, que já disseminou outras informações falsas¹³.



Vídeo de Elisa afirmando estar viva, após boatos de que ela teria falecido após ser vacinada para a COVID-19¹⁴.



FALSO: Crianças no Senegal morreram após tomarem uma vacina para a COVID-19.

Como menciona a matéria na BBC, em abril de 2020 circulou uma mensagem que dizia que sete crianças teriam morrido no Senegal após serem vacinadas contra a COVID-19. Essa mensagem era acompanhada de um vídeo que mostrava um tumulto após um vendedor de cosméticos ser preso por dizer, em tom de brincadeira, que tinha a vacina. O Ministério da Saúde do país informou que essa informação era falsa¹⁵. Após apuração das informações, descobriu-se que o tumulto ocorreu porque perguntaram para o vendedor (que utilizava uma camiseta do ministério da saúde para burlar a regra de que não se pode entrar nas casas, para conseguir vender seus cosméticos) se ele tinha a vacina, ele respondeu ironicamente, uma pessoa escutou a conversa e entrou em pânico, contando para todos. Depois notificaram o chefe local sobre a tentativa de enganar as pessoas com a roupa¹⁶.


FALSO: Bill Gates (cofundador da Microsoft) está envolvido com vacinas para implantar microchips na população mundial. Gates disse que 700 mil pessoas morrerão com a vacina.

A teoria surgiu a partir de uma afirmação de Gates em março deste ano, em que ele teria mencionado certificados digitais que indicarão quem se recuperou, foi testado ou vacinado contra a COVID-19. A fundação de Gates financiou um estudo para desenvolver uma tecnologia para armazenar os registros de vacina através de uma tinta (semelhante a uma tatuagem invisível) presente no momento da injeção. Não houve menção a microchips, mas, de qualquer forma, passou-se a veicular textos indicando que o empresário utilizaria tais “dispositivos” implantados para combater a pandemia¹⁷.


Os conspiracionistas também ressuscitaram outros pronunciamentos do bilionário: em abril deste ano, ele teria comentado sobre os riscos dos efeitos colaterais das vacinas em idosos. Assim, mencionou que, hipoteticamente, com 1 em 10 mil casos com efeitos colaterais, 700 mil pessoas sofreriam com tais efeitos, pois o empresário estipulava um número de 7 bilhões de doses para imunizar a população mundial¹⁸.

Como se pode perceber, a estratégia dos conspiracionistas envolveu utilizar falas reais, porém manipulando seu contexto ou sentido, e trocando as palavras. Justamente por utilizarem pronunciamentos reais, a disseminação da mentira é facilitada, pois cortar vídeos, áudios e entrevistas não é algo complicado, e permite um convencimento direto quando o público se depara com a voz e a imagem do empresário.


Conforme foi apresentado, a força dessas notícias falsas é a sua capacidade de “brincar” com a verdade: mostrar metade do que foi dito, tirar o áudio de um vídeo e substituí-lo por legendas que falam coisas completamente diferentes, colocar “especialistas” sem nome e instituição de pesquisa, mostrar pessoas de países estrangeiros e sobre os quais se sabe muito pouco, especialmente na mídia ocidental. Muitas pessoas precisam de “um pouco de verdade” para se verem convencidas. Com a imagem de um bebê com a pele irritada, tirada dias após ele ser vacinado, basta esconder que ele era alérgico aos componentes da vacina, ou que ele estava com outra doença. As pessoas pensam: o bebê é real, logo, isso tudo é real.


Como aborda Richard Hofstader em The Paranoid Style in American Politics (O Estilo Paranoico na Política dos EUA), o modus operandi dos criadores de teorias da conspiração é justamente acumular fatos corretos, evidências sólidas e algumas opiniões sensatas, e utilizá-los como apoio para conclusões completamente insustentáveis. Assim, prepara-se o terreno cuidadosamente para o salto entre o inegável e o inacreditável¹⁹.


A irracionalidade presente em teorias conspiratórias desse tipo, como comenta Abraão Luiz²⁰, já foi abordada em estudos da Psicologia, analisando seus efeitos prejudiciais e patológicos, relacionados à projeção psicológica, paranoia e maquiavelismo²¹. No entanto, não se pode atribuir a disseminação de tal tipo de desinformação apenas às condições psicológicas de seus desenvolvedores e apoiadores, em um aceno de inocência ao uso político e econômico dessas teorias.


Precisamos lembrar que o movimento antivacina é extremamente lucrativo: há a venda de vitaminas, suplementos, livros sobre o tema (direcionados especialmente a pais e mães), cursos, palestras, tratamentos alternativos holísticos e homeopáticos²², entre muitos outros mercados. Ainda que um argumento comum entre os conspiracionistas envolva os grandes lucros da “indústria farmacêutica”, essa indústria alternativa também fatura trilhões. A homeopatia é uma das pseudociências que mais se alastram pelo mundo²³, e o mercado global de “bem-estar” é estimado em 4,5 trilhões de dólares, com 360 bilhões voltados para a tal “medicina tradicional e complementar”²⁴. Somente a empresa da atriz Gwyneth Paltrow, do ramo da pseudociência “empoderadora”, fatura 250 milhões de dólares²⁵. A Boiron, empresa que é a maior fabricante mundial de produtos homeopáticos, teve o faturamento de 670 milhões de dólares em 2018²⁶²⁷. Enquanto produtos com bases científicas são sujeitos a uma estrita (mas nem sempre, não podemos ignorar isso) regulamentação legal e testes, a indústria anticiência caminha com tranquilidade através de seu lobby próprio, com estampas de “sem química” e “natural” (existe algo que não tem química? ler este texto envolveu bastante química, caro leitor), abraçada ao efeito placebo e à falta de acesso a uma educação de qualidade.


Em meio a uma pandemia que tem na vacina uma das suas principais formas de combate, precisamos armar os cidadãos contra a pseudociência e o discurso anticientífico, antes que os lunáticos sejam os cientistas e aqueles que acreditam neles, e a verdade seja tudo que é cortado e manipulado. É necessário que nos (re)eduquemos sobre uma leitura coesa e responsável da realidade.


Publicação no Facebook de página com mais de 130 mil curtidores que dissemina conteúdo antivacina, mostrando todo o mercado editorial que a conspiração movimenta, especialmente em países como os EUA. Boa parte do conteúdo publicado é copiado e traduzido do inglês.




¹ DINIZ, Thais Carvalho. Movimento antivacina: como surgiu e quais consequências ele pode trazer? UOL. 5 dez. 2017 Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2017/12/05/o-que-o-movimento-antivacina-pode-causar.htm

² HARTMANN, Marcel. Conheça a origem do movimento antivacina. O Estado de São Paulo. 6 dez. 2016. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,conheca-a-origem-do-movimento-antivacina,10000074329

³ Na China, por exemplo, as pessoas inalavam crostas pulverizadas das pústulas de varíola; e, na Índia, as pessoas picavam a pele com uma agulha embebida no pus do doente. in TEIXEIRA, Luis. Vacinas, medos e mitos: o caso da variolação. Observador. 27 nov. 2014. Disponível em: https://observador.pt/opiniao/vacinas-medos-e-mitos-o-caso-da-variolacao/

ESPAÇO CIÊNCIA VIVA. Breve história de medo e desinformação: os movimentos antivacina. Disponível em: http://cienciaviva.org.br/index.php/2020/04/05/breve-historia-do-movimento-anti-vacina/

HARTMANN, Marcel. Vacinar ou não vacinar: eis a questão.O Estado de São Paulo. 6 set. 2016. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,vacinar-ou-nao-vacinar-eis-a-questao,10000074325

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BBC NEWS BRASIL. Fetos abortados, microchips e Bill Gates: as mentiras sobre a vacina da COVID-19 que já contam por aí. Texto disponibilizado no site do R7. 27 jul. 2020. Disponível em: https://noticias.r7.com/saude/fetos-abortados-microchips-e-bill-gates-as-mentiras-sobre-a-vacina-da-covid-19-que-ja-contam-por-ai-27072020

ORSI, Carlos. Conspirações e coronavírus, novo balanço. Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2020/04/24/conspiracoes-e-coronavirus-novo-balanco

¹⁰ UOL. Tuíte engana ao afirmar que vacinas usam células de fetos abortados. 24 jul. 2020. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/comprova/ultimas-noticias/2020/07/24/tuite-engana-ao-afirmar-que-vacinas-usam-celulas-de-fetos-abortados.htm

¹¹ BBC NEWS BRASIL. Fetos abortados, microchips e Bill Gates: as mentiras sobre a vacina da COVID-19 que já contam por aí. Texto disponibilizado no site do R7. 27 jul. 2020. Disponível em: https://noticias.r7.com/saude/fetos-abortados-microchips-e-bill-gates-as-mentiras-sobre-a-vacina-da-covid-19-que-ja-contam-por-ai-27072020

¹² COSTA, Andreia. Fact check: Morreu a primeira voluntária que recebeu a vacina da COVID-19? Observador. 30 abr. 2020. Disponível em: https://observador.pt/factchecks/fact-check-morreu-a-primeira-voluntaria-que-recebeu-a-vacina-da-covid-19/

¹³ BRIAN, Alastair. Claim that the first person to receive the COVID-19 trial vaccine has died is false. The Ferret. 26 abr. 2020. Disponível em: https://theferret.scot/vaccine-trial-oxford-elisa-granato-fact-check/

¹⁴ Fonte da imagem: https://www.theguardian.com/world/2020/apr/26/uk-coronavirus-vaccine-trial-subject-doing-fine-online-death-rumours-elisa-granato

¹⁵ BBC NEWS BRASIL. Fetos abortados, microchips e Bill Gates: as mentiras sobre a vacina da COVID-19 que já contam por aí. Texto disponibilizado no site do R7. 27 jul. 2020. Disponível em: https://noticias.r7.com/saude/fetos-abortados-microchips-e-bill-gates-as-mentiras-sobre-a-vacina-da-covid-19-que-ja-contam-por-ai-27072020

¹⁶ EVON, Dan. Did 7 Children Die in Senegal from COVID-19 Vaccine? Snopes. 10 abr. 2020. Disponível em: https://www.snopes.com/fact-check/7-senegal-kids-die-covid-vax/

¹⁷ BBC NEWS BRASIL. Fetos abortados, microchips e Bill Gates: as mentiras sobre a vacina da COVID-19 que já contam por aí. Texto disponibilizado no site do R7. 27 jul. 2020. Disponível em: https://noticias.r7.com/saude/fetos-abortados-microchips-e-bill-gates-as-mentiras-sobre-a-vacina-da-covid-19-que-ja-contam-por-ai-27072020

¹⁸ BBC NEWS BRASIL. Fetos abortados, microchips e Bill Gates: as mentiras sobre a vacina da COVID-19 que já contam por aí. Texto disponibilizado no site do R7. 27 jul. 2020. Disponível em: https://noticias.r7.com/saude/fetos-abortados-microchips-e-bill-gates-as-mentiras-sobre-a-vacina-da-covid-19-que-ja-contam-por-ai-27072020

¹⁹ ORSI, Carlos. Terapias alternativas como (quase) teorias da conspiração. Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2019/07/25/terapias-alternativas-como-quase-teorias-da-conspiracao

ORSI, Carlos. O círculo vicioso da conspiração. Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2018/12/26/o-circulo-vicioso-da-conspiracao

²⁰ LUIZ, ABRAÃO. A falsa inocência das teorias conspiratórias. 30 abr. 2020. Disponível em: https://medium.com/@abraoluiz/a-falsa-inoc%C3%AAncia-das-teorias-conspirat%C3%B3rias-d7f0405f1e84

²¹ FREEMAN, Daniel; BENTALL, Richard P. “The concomitants of conspiracy concerns. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 29 mar. 2017.

DOUGLAS, Karen M.; SUTTON, Robbie M. Does it take one to know one? Endorsement of conspiracy theories is influenced by personal willingness to conspire”. British Journal of Social Psychology, 2011.

DAGNALL, et al. Conspiracy theory and cognitive style: a worldview. Frontiers in Psychology., 2015.

²² ESPAÇO CIÊNCIA VIVA. Breve história de medo e desinformação: os movimentos antivacina. Disponível em: http://cienciaviva.org.br/index.php/2020/04/05/breve-historia-do-movimento-anti-vacina/

²³ ORSI, Carlos. PASTERNAK, Jacyr. Homeopatia no Brasil: entre defensores e omissos. Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2019/08/30/homeopatia-no-brasil-entre-defensores-e-omissos

ORSI, Carlos. Academias Francesas pedem fim da homeopatia na saúde pública e nas universidades. Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/questao-de-fato/2019/04/01/academias-francesas-pedem-fim-da-homeopatia-na-saude-publica-e-nas-universidades

MARSHALL, Michael. Diluindo o gasto público com homeopatia, até sobrar só a memória! Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2019/06/09/diluindo-o-gasto-publico-com-homeopatia-ate-sobrar-so-memoria

ORSI, Carlos. Jornalismo brasileiro falha quando o assunto é homeopatia. Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2019/07/12/jornalismo-brasileiro-falha-quando-o-assunto-e-homeopatia

SYED, Wasim A. P. Por que criticar medicinas alternativas? Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2020/06/12/por-que-criticar-medicinas-alternativas

²⁴ MCGROARTY. Beth. Wellness now a $4.2 trillion global economy. Global Wellness Institute. 6 out. 2018. Disponível em: https://globalwellnessinstitute.org/global-wellness-institute-blog/2018/10/06/wellness-now-a-4-2-trillion-global-industry/

²⁵ MORRIS, Chris. Gwyneth Paltrow’s Company Goop Is Now Valued at $250 Million. Fortune. 30 mar. 2018. Disponível em: https://fortune.com/2018/03/30/gwyneth-paltrow-goop-series-c-valuation-250-million/

²⁶ BOIRON. Financial Information. Disponível em: https://www.boironfinance.fr/en/financial-information

²⁷ ORSI, Carlos. Anticientífico, paracientífico, paranoico. Revista Questão de Ciência. Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2019/11/30/anticientifico-paracientifico-paranoico





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