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FGV

3, 2, 1… JÁ É JOGOS!

Uma carta a todos os gvnianos: para os fanáticos e para os que ainda não entenderam o que significa vestir o preto e amarelo. Faltam 3 dias pro Econo, se você ainda não tá animado, você tá errado.

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Elis Suzuki

5 min de leitura

15 de abril de 2026

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São Paulo, 15 de abril de 2026


Não consigo conter minha emoção. Sangue preto e amarelo pulsam pelas minhas veias. Passaremos quatro dias no interior: jogando, torcendo e dando a vida pela Fundação. Faltam três dias para milhares de gvnianos se dirigirem a São Carlos para perder a voz de tanto gritar. Duas estrelas estampadas em todas as nossas grifes colorem o ambiente e o sentimento de orgulho, da nossa conquista de 2025, paira no ar. Todos somos parte de uma faculdade e temos um objetivo em comum: levantar a taça novamente e poder gritar a plenos pulmões que a GV foi campeã.


Animada é um eufemismo para descrever o que sinto. Meu coração pula do meu peito como se quisesse chegar em São Carlos antes de mim. Não vejo a hora de pisar no Milton Olaio novamente, de ficar surda pelo batuque da Tatubola e de levar mais medalhas para casa  e se tudo der certo, mais um troféu. Dia 18 de abril começará o Econo 2026: quatro dias de jogos, festas e muito preto e amarelo.


Para o gvniano médio e desinformado, ou talvez para os bixos que ainda não conheceram os veteranos certos, saibam que esses serão os melhores dias da sua graduação. As festas são um plus, mas o verdadeiro espetáculo acontece nas quadras, tatames e piscinas. Escrevo como atleta, mas também como uma gvniana que ama vestir as cores preto e amarelo. Durante esses quatro dias, todos os alunos se juntam por um propósito em comum; sejam amigos ou desconhecidos, somos um só: pertencemos à Fundação e lutaremos por ela com garras e dentes.


A preparação começou desde o ano passado para os atletas da fundação, esse é o campeonato mais importante do ano: treinamos há meses para dar o melhor de nós em São Carlos. Todos os dias um atleta acorda cansado do treino. Todos os dias um DM mata aula para resolver um BO. Todos os dias um técnico se vira de ponta-cabeça para reinventar jogadas. Faltam 3 dias para os capitães realizarem o melhor desempenho de suas vidas, para os nossos ritmistas tocarem até a mão calejar e para os nossos torcedores gritarem até a voz acabar. E nada disso acontece por acaso. Existe um trabalho invisível, feito longe das quadras, que sustenta tudo isso e torna possível cada jogo, cada torcida, cada momento. A atlética passa meses lidando com planilhas, reuniões, imprevistos e pressão, para garantir que a gente só precise fazer uma coisa quando chegar lá: competir.


Eu não consigo parar de pensar no Econo, falar sobre o Econo e me preparar para o Econo. Depois de participar de 3 edições dos melhores jogos universitários do Brasil (pelo menos na minha opinião), é impossível não se sentir assim. Fazem 3 anos que eu nado e jogo handebol pela Fundação: dormindo tarde, exalando um perfume de cloro, ficando roxa constantemente, me machucando, tendo que deixar de lado uma prova, um texto, um compromisso, chorando com as nossas derrotas, me estressando com todos os problemas. Apesar disso, sei que tudo valeu a pena: as renúncias valeram os sorrisos e as lágrimas de alegria que vieram depois. Quando entrei na GV, não imaginava que o esporte universitário seria uma parte tão importante da minha vida, mas meus times viraram minha família no meio desse caos que é a graduação e, acredite, eu faria tudo por eles. Ou eu estou nadando, ou dentro de quadra e na aula, estou tentando resolver uma das mil coisas que deram errado. 


Hoje, um sentimento de orgulho me invade, não pela certeza da vitória, mas pelo esforço que foi feito até aqui, pela história da GV e de cada um dos times, pelas nossas conquistas. Pela nossa vitória em 2017 e pela reconquista da taça em 2025. Pela inclusão do rugby fem como categoria demonstrativa no ano passado e pelo início da pontuação do medley feminino e do revezamento misto na natação deste ano. Agora é hora de colhermos o fruto desse trabalho: lutaremos com sangue, lágrimas e suor para voltar com esse mesmo sentimento de orgulho.


Para quem nunca viveu as Economíadas, você simplesmente vai experienciar o melhor sentimento do mundo. Se preparem e vivam intensamente porque, dia 22 de abril, não restará nada a não ser pegar papel e caneta, porque a história é escrita em preto amarelo.

Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Elis Suzuki

Há 2 anos na Gazeta

Elis Suzuki é estudante de Direito-FGV e redatora da Gazeta. Escreve sobre a vida universitária, esporte e cultura, com sua vasta experiência como gvniana.

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