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Poesia

A era dos homens enjaulados

Homens são tolos. Respiram a poluição de almas vendidas,  e conseguem chamar isso de ar fresco.  Prendem-se em jaulas que o exploram e que, curiosamente, foram construídas por eles mesmos.  Idiotas...

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Mariana Mendes

3 min de leitura

21 de novembro de 2025

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Homens são tolos.


Respiram a poluição de almas vendidas, 


e conseguem chamar isso de ar fresco. 


Prendem-se em jaulas que o exploram e que,


curiosamente, foram construídas por eles mesmos. 


Idiotas que tentam se enganar, 


marionetes que acreditam se controlar. 


Enquanto isso, poderosos dão risada,


prosperam suas verdades sufocadas


e negociam o valor dos bonecos que querem dominar. 


Motivados pelo cheiro da ganância, 


vendem almas em favor do capital.


Buscam pelo mito da meritocracia, 


e gastam a vida nesse ritual. 


Esses fantoches cantam uniões 


mas apoiam a construção de muralhas. 


Proclamam o dito novo Messias 


enquanto apedrejam inocentes almas. 


Em busca do céu, utilizam de escada corpos. 


Querem preservar a vida matando inócuos. 


Brindam à paz em cálices de sangue.


E pedem prisões enquanto blindam a própria gangue. 


O humano perdeu o pudor. 


Saiu de criatura e se tornou o criador. 


Tornaram minérios em projéteis que ceifam vidas. 


A mais bela arte agora é comércio de burguesias. 


Condicionou-se a liberdade 


aos bons costumes da sociedade. 


A família deve performar o patriarcado


e seguir regras de autoridade. 


Nesse mundo animal, hienas gritam sem freio, 


pois acreditam serem leões em seu meio. 


Matam uns aos outros e chamam isso de vitória, 


veem mães enterrando seus filhos e dão glória.


O lobo mais agressivo e faminto do campo 


se veste de pele de cordeiro manso. 


Ele bebe do sangue dos reféns desse combate desigual


e com um sorriso falso faz campanha eleitoral.


Os humanos aposentaram o diabo, 


eles mesmos criam seus próprios abismos.


As almas são escravizadas ainda em vida, 


e os poderosos deitam em seu conforto e sismos. 


Nessa distopia, resta a nós lutar para existir. 


Tentar sobreviver a quem deveria proteger, 


mas sempre vai preferir explorar e oprimir. 


Até lá, sacos pretos serão empilhados, 


enquanto os lobos dançam sobre corpos calados.


Autoria: Mariana Mendes


Revisão: Ana Carolina Clauss


Imagem de capa: Pinterest

Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Mariana Mendes

Há 2 meses na Gazeta

Redatora e membra institucional da Gazeta Vargas. Absorvo o mundo e transformo, principalmente, em poemas e artigos.

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