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Relato Pessoal

Ausência

Um vazio no peito me invade Sinto como se parte de mim faltasse Nunca lidei bem com a distância O silêncio é ensurdecedor Hoje acordei...

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Elis Suzuki

2 min de leitura

5 de outubro de 2025

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Um vazio no peito me invade


Sinto como se parte de mim faltasse


Nunca lidei bem com a distância


O silêncio é ensurdecedor


Hoje acordei com uma casa vazia


Não se ouvia passos, portas, nem palavras


Parecia que meus ouvidos me pregavam peças


Algum dia já pedi pra que tudo parasse


Nunca me arrependi tanto de desejar algo


Anseio pelo barulho, pelo movimento


Quero ouvir risadas e choros


Quero alguém para dividir minhas maluquices


Quero alguém pra me dizer que tudo ficará bem


Quero até alguém para me dar broncas e brigar


Mas não é qualquer alguém que serve


São todos os alguéns que me compõe


Ou melhor: os alguém que um dia fizeram parte de mim


Hoje se encontram longe do meu olhar e do meu toque


Perder alguém nunca é fácil


Qualquer que seja o motivo


Pra morte, pro mundo, pro mar, ou pro tempo


Sempre vai doer


Uma sensação comum me invade


Quase como se completasse o vazio que sinto


Sempre me pego chorando


É uma melodia familiar


O choro alivia a dor


Dizem que faz bem chorar


Mas não sei se aguento mais


Um mar de lágrimas se formam em meus pés


Por isso escrevo


Escrevo para não mais chorar


Porque as lágrimas destroem o papel


Porque só de lágrimas, também me destruo


Autoria: Elis Montenegro Suzuki


Revisão: Artur Santilli e Pedro Anelli


Imagem de capa: Pinterest

Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Elis Suzuki

Há 2 anos na Gazeta

Elis Suzuki é estudante de Direito-FGV e redatora da Gazeta. Escreve sobre a vida universitária, esporte e cultura, com sua vasta experiência como gvniana.

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