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Poesia

Bandeira branca

Eis aqui meu tiro no escuro. Um grito pros surdos, que podem me ver. Eis mais um exaurido mais um derrotado, sofrido tentando sobreviver...

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Ana Luisa Issy

2 min de leitura

18 de dezembro de 2023

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Eis aqui meu tiro no escuro. 


Um grito pros surdos, 


que podem me ver. 


Eis mais um exaurido


mais um derrotado, sofrido


tentando sobreviver


Ser por si só, sozinho 


Seguir meu próprio caminho 


Que não me foi dado ao nascer 


Era pra eu ser imponente


Ter uma voz potente 


Fazer a mudança acontecer 


Quem me dera encher o peito 


Ser um sujeito direito 


Sem precisar entender 


Por que eu respiraria?


Por que me esforçaria? 


Por que sequer viveria, se não consigo me responder? 


Eis um tiro no escuro 


Mais um dia vivendo inseguro


Como diriam, ser ou não ser?


Grito o mais alto que consigo


Pra que, quem sabe, alguém grite comigo 


“Eu não pedi pra nascer” 


Mas já que estou aqui mesmo 


Vou vivendo a esmo


Tomara que um dia eu venha a ser 


Eis um adeus amargurado 


De um poeta enferrujado 


Que não sabe escrever 


Um texto desestruturado 


Um poema mal elaborado


Que pede de ajuda pra renascer 


Queria ser bom em tudo 


Mas quem faz de tudo no mundo 


Acaba sem nenhum saber 


Eis aqui um tiro no escuro 


De mais um sem futuro 


Tentando ser bom em viver


Autoria: Ana Luisa Issy


Revisão: Enrico Recco e Laura Freitas


Imagem de capa: Pinterest

Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Ana Luisa Issy

Foi da Gazeta por menos de 1 mês

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