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Coluna de Eleições

Coletivo Resistência GVniana retoma mobilização estudantil

Saiba mais sobre o encontro na Rua Rocha e as estratégias do movimento estudantil para as eleições.

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Erick Martins

5 min de leitura

•

9 de outubro de 2026

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Na última quinta-feira (8), estudantes da FGV se reuniram na Rua Rocha para uma assembleia do Coletivo Resistência GVniana. O encontro marcou a retomada das atividades do grupo, formado por alunas e alunos da Fundação que se mobilizam em defesa do Estado Democrático de Direito e em oposição às candidaturas bolsonaristas. Os presentes debateram a importância do movimento estudantil para a democracia, além de estratégias para a mobilização do eleitorado contra a candidatura do Senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. 


O retorno do Coletivo Resistência GVniana ocorre poucos dias após o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. No domingo (4), Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 45,16%, levando a disputa ao segundo turno. O resultado foi seguido por manifestações contrárias à candidatura de Flávio Bolsonaro em diferentes cidades do País, com participação de jovens e estudantes, como no Rio de Janeiro e em Curitiba. Em São Paulo, um ato está previsto para o próximo domingo (11), na Avenida Paulista.


Na Fundação, a retomada do Coletivo começou pelas redes sociais. Mobilizados não apenas pelo resultado da eleição presidencial, mas também pelo avanço da extrema direita no Congresso Nacional e nos governos estaduais, antigos integrantes passaram a resgatar, junto aos novos alunos, a trajetória do grupo e o papel que desempenharamem 2022. Naquele ano, o movimento estudantil também ganhou força após o primeiro turno, com a leitura do “Manifesto pela Democracia”, texto por meio do qual o Coletivo se apresentou à comunidade GVniana e defendeu as instituições democráticas, que, segundo seus representantes à época, eram desprezadas e sucateadas pelo então presidente Jair Bolsonaro.


Entre os membros fundadores presentes na primeira assembleia do Coletivo Resistência GVniana estavam Arthur Quinello e Fernanda Modaelli, ex-alunos da FGV EAESP. Em sua fala, Quinello relembrou a criação do movimento, em 2022, e destacou a importância de retomar a mobilização em defesa da democracia diante do atual cenário político. Para ele, o crescimento do grupo, que passou de cerca de 70 para 300 participantes em poucos dias, demonstra que ainda há estudantes dispostos a se organizar em torno desses valores.


Quinello também ressaltou os desafios envolvidos na retomada das atividades e a importância da articulação entre os estudantes. “Não podemos desistir”, afirmou ao defender a continuidade da mobilização, mesmo diante das dificuldades e possíveis hostilidades. Já Fernanda Modaelli, destacou a importância de os estudantes se apropriarem de sua identidade coletiva e se organizarem para participar de manifestações. Durante a reunião, também foram discutidas estratégias de mobilização dentro e fora da Fundação, além da articulação com outros movimentos estudantis e organizações da sociedade civil.


Marina Maria, aluna da FGV Direito e ex-diretora de Responsabilidade Socioambiental do Centro Acadêmico de Direito GV (CA), uma das atuais lideranças do movimento, afirma que o objetivo do Resistência GVniana é “se mobilizar contra um possível ataque contra nossa democracia, Estado de Direito e Constituição Federal, todos pilares importantes do nosso Brasil soberano”.


A estudante também ressalta o papel da juventude e do movimento estudantil na defesa das instituições democráticas: “Não existe democracia sem a educação, sem os estudantes. Quem vive a democracia, quem estuda, quem está realizando são os estudantes. Esse alunato são os políticos de amanhã, os administradores de amanhã, os donos de empresa de amanhã… E também são os jovens! As pessoas que têm disponibilidade, a força para ir às ruas, conversar com as pessoas e conquistar as coisas”.


Para as próximas semanas, o Coletivo Resistência GVniana planeja uma série de atividades em apoio à reeleição do presidente Lula (PT). Entre as iniciativas previstas estão a produção de vídeos com professores em defesa da democracia e da Constituição, a elaboração de materiais de campanha, ações de mobilização nas redes sociais, participação no ato da Avenida Paulista e panfletagem. A proposta é que cada integrante contribua de acordo com suas possibilidades e formas de participação. Para organizar as próximas ações, o Coletivo realiza uma reunião remota nesta sexta-feira (9), às 19h00.


Revisado por Anna Eduarda

Escrito por

Erick Martins

Há 2 anos na Gazeta

Estudante de Direito da FGV, atuo na Gazeta como Editor-Chefe. Escrevo principalmente sobre eventos da política nacional e do cotidiano gvniano. Espero que gostem da leitura!

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