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FGV

Conheça o CARI 2026: entrevista com a Chapa Ipê

A Chapa Ipê, responsável pelo CARI durante o ano de 2026, contou para a Gazeta em primeira mão sobre as novidades e possíveis desafios para o primeiro semestre deste ano.

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Julia Santos

17 min de leitura

2 de fevereiro de 2026

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A Chapa Ipê, responsável pelo Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) durante o ano de 2026, contou para a Gazeta em primeira mão sobre as novidades e possíveis desafios para o primeiro semestre deste ano. Confira a entrevista: 


Acredito que a maior polêmica envolvendo o CARI no segundo semestre foi o fim da gratuidade para bolsistas de RI em festas do DA, como por exemplo, a GVjada e a Gioconda. Como a chapa pretende atender as demandas dos estudantes de RI e recuperar a gratuidade? Ou a chapa buscará negociar descontos com o DA, conforme a porcentagem das bolsas? As negociações já se iniciaram? 


Fernanda Ruivo (Acadêmico): A perda da gratuidade de todos os bolsistas de RI é resultado da adoção do padrão de descontos estabelecidos pelo DA, em que apenas bolsistas 100% recebem a gratuidade, e não há muitos alunos de RI com tal porcentagem. Nós queremos proporcionar o máximo de experiências para os bolsistas de RI, e por isso buscaremos negociar descontos progressivos com o DA. 


Letícia Ruve (Acadêmico): A polêmica da perda da gratuidade em todas as festas no 2º semestre foi algo que nós acompanhamos e dialogamos bastante com a chapa anterior. Apesar de parecer injusto cortar esse benefício de repente, é necessário entender que a comunidade bolsista da FGV-SP  de todas as demais Escolas seguia a regra de gratuidade em festa apenas para aqueles que possuem bolsa integral, sendo o curso de RI uma exceção por muito tempo. Tendo isso em vista, considero improvável a volta da gratuidade para toda a comunidade, vista a política adotada com todas as demais Escolas gvnianas. No entanto, negociações para descontos proporcionais não é algo a ser descartado. Acho interessante ressaltar que pretendemos nos aproximar das demais comunidades da FGV, como o Esperança Garcia e o Coletivo Plutão, e buscar uma estratégia sustentável e viável para todos o mais breve possível. 


João Simão (Secretário Geral): Compreendemos que a postura adotada, na qual apenas os bolsistas de 100% recebem gratuidade, trata-se de um modelo que já se aplicava às outras Escolas da Fundação, o que dificulta o retorno da gratuidade. Dito isso, o desconto nas festas ainda é fundamental para que bolsistas abaixo de 100% possam desfrutar de forma igualitária da experiência universitária. Devido a uma diferença inerente às políticas de concessão de bolsas entre as Escolas, o curso de RI possui um número baixo de bolsistas de 100%, de modo que tal medida acaba prejudicando esse grupo. Infelizmente, subsidiar os ingressos desses bolsistas é impossível para o CARI, logo, buscaremos chegar a um acordo com o DA com o objetivo de estabelecer descontos progressivos de modo a proporcionar essa experiência aos bolsistas.


Quanto à percepção do curso de RI como “subcurso”, como vocês planejam lidar com esse estereótipo e, talvez, superá-lo? Haja vista que, apesar dos esforços da gestão anterior em, por exemplo, mudar o nome do “Sinucari” para “Sinuvargas” visando maior adesão, os eventos promovidos pelo CARI parecem não chegar ao público gvniano como um todo. Ou o título de “subcurso” não é uma preocupação da chapa?


Carolina (Presidente): Acredito que não é uma das nossas principais preocupações, uma vez que isso não passa de uma visão equivocada de quem não está cursando RI. Além de também ser uma ideia que está sendo aos poucos descartada, já que RI vem cada vez mais ocupando mais espaço (como vimos na Gincana dos Bixos ano passado).  Creio que, para os alunos da Escola de Relações Internacionais, seja evidente a qualidade do ensino e a estruturação da grade curricular da graduação. Porém, é claro que é uma questão que fica no nosso radar e que buscamos amenizar de diversas formas, as quais envolvem uma divulgação ainda mais forte da CARICADA e Sinuvargas, a aproximação com outros Coletivos gvnianos, a manutenção do contato com o DA e o Centro Acadêmico de Direito e, por meio destas e outras iniciativas, mostrar o verdadeiro espírito da FGV RI. 


Fernanda Ruivo (Acadêmico): Acredito que esse título de “subcurso” vai perdendo força conforme o curso se estabelece cada vez mais, porém ele ainda é um dos desafios na divulgação de eventos do CARI. Para o acadêmico, é importante que o CARI se estabeleça cada vez mais presente entre os outros CA e Coletivos da FGV, o crescimento do nosso curso ajuda o nosso trabalho no acadêmico, nos projetos e negociações, para auxiliar da melhor forma possível o nosso alunato. 


Lara Naggar (Vice Presidente): Acredito que o título de “subcurso” seja fruto da recenticidade do curso, que ainda não tem a tradição enxergada e exaltada nos cursos de Administração, Economia e Direito não apenas na FGV, mas no mercado como um todo. Acredito que com o tempo, conforme o curso venha se tornando mais consolidado e tradicional, o apelido “subcurso” vai deixar de ser visto pelos outros cursos como algo condizente com a realidade. O CARI tem como objetivo aumentar cada vez mais a divulgação e adesão aos eventos de RI, e mudar a visão de “subcurso” não é visto pela chapa como propósito central, mas sim como consequência das nossas atitudes como chapa. O centro acadêmico tem como foco principal o alunato de Relações Internacionais, que não considera o curso um “subcurso”, de modo que mudar essa visão não se faz uma prioridade. No entanto, fazer do nosso curso mais respeitado e aumentar sua representatividade dentro e fora da FGV sempre será algo considerado e priorizado nos momentos de gestão do CA e organização de eventos que carregam o nosso nome e do nosso curso. 


Manuela Garcia (Relações Públicas): Ao meu ver, a tendência dessa percepção de RI como um “subcurso” é que ela se enfraqueça ao longo dos anos, uma vez que as novas gestões do CARI, a cada ano que se passa, buscam expandir o nosso centro acadêmico. Como diretora de Relações Públicas, fechar parcerias e estabelecer relações que aumentem o alcance e a legitimidade do CARI são as minhas maiores missões. Ao mesmo tempo, a visão de “subcurso” tem um lado positivo. Eu sinto que o tamanho do nosso curso possibilita interações e eventos que, por mais que sejam menores, proporcionam um sentimento maior de proximidade entre todos os alunos. O rótulo de subcurso pode incomodar algumas pessoas, entretanto, expandir o CARI, do meu ponto de vista, é crucial para melhorar e facilitar a experiência e a vida de todos os alunos da FGV RI, não para alterar a visão de outros cursos sobre nós. E digo mais! Tem poucas sensações mais divertidas do que chegar na Caricada e estar cercado de pessoas conhecidas do seu curso, desde melhores amigos, veteranos, “vôteranos”, até colegas que você não conversa tanto no dia a dia, mas que por cinco minutos se tornam a sua alma gêmea na fila do banheiro. Ser o “subcurso” é bem divertido às vezes... 


Manuela Colombi (Eventos): A percepção de Relações Internacionais como “subcurso” é uma visão equivocada, estereotipada e externa que, felizmente, vem sendo gradualmente superada à medida que o curso se consolida e amplia sua presença dentro da GV. As gestões anteriores já deram passos importantes na ampliação da visibilidade e integração do curso, e entendemos que esse movimento de fortalecimento é contínuo. Para a Chapa Ipê, o foco não está em afirmar institucionalmente o CARI por meio do nome em todos os eventos, mas em pensar iniciativas que cumpram uma função integradora dentro da comunidade gvniana. Alguns projetos carregam explicitamente o nome do centro acadêmico como forma de identificação e continuidade, enquanto outros são pensados a partir do impacto e do público que alcançam. Contudo, em ambos os casos, o objetivo é promover espaços de convivência, troca e participação que dialoguem com a faculdade como um todo.


Quais são as novidades e eventos que a Chapa Ipê vai trazer para os estudantes de RI em 2026? Como essas inovações podem integrar mais os bixos com os terceiro e quarto anistas, e também atrair alunos de outros cursos? 


Fernanda Ruivo (Acadêmico): Em 2026, o acadêmico pretende inovar ao atender cada vez mais as demandas do alunato e auxiliar a experiência estudantil. Com isso, tentaremos realizar a Semana do Internacionalista, evento informativo de valorização da carreira do profissional de relações internacionais; a apresentação informativa do CARI, um stand presente na primeira semana de aulas do primeiro semestre em que os diretores estarão presentes para apresentar o CARI  e suas atividades, para aproximar a entidade dos ingressantes e atraí-los para os nossos eventos; a Coleta de Demandas, um formulário aberto ao público para captarmos com maior frequência as demandas dos alunos e podermos auxiliá-los da melhor forma possível; o Banco de Materiais é um Google Drive com materiais extras e planilhas de notas disponibilizado para facilitar a organização dos alunos de RI, esse projeto ainda será discutido devido a sua viabilidade, mas por agora ele continua presente em nossos planos. 


Manuela Colombi (Eventos): Como diretoria de Eventos, para 2026, propomos uma ampliação e diversificação significativa do calendário de eventos do CARI, com o objetivo de fortalecer a integração entre os diferentes anos do curso e, ao mesmo tempo, aumentar a participação de estudantes de outros cursos da GV. Entre as novidades, estão iniciativas como o CARI no Bar, pensado como um encontro periódico e informal que estimula a convivência entre bixos, veteranos e demais estudantes; ações de integração em momentos específicos, como o CopaCARI, durante jogos da Seleção Brasileira; além de eventos em parceria com outras áreas do CARI, como o Futebol Azul, voltado à conscientização no Novembro Azul. Também estão previstas atividades culturais e de convivência, como uma festa junina, que ampliam o leque de formatos e públicos alcançados. Além disso, eventos tradicionais, como o SinuVargas e a CARICADA, serão mantidos em seus formatos clássicos, mas com maior recorrência e fortalecimento da divulgação. A ideia é que, ao oferecer mais eventos e propostas variadas, estudantes de diferentes perfis e anos consigam se identificar e participar. Assim, trabalharemos para que o CARI se torne cada vez mais visível, acessível e presente na vida universitária, reforçando seu papel enquanto espaço de convivência, representação e iniciativa estudantil.


Pensando no futuro no CARI, qual o legado que a Chapa Ipê pretende deixar? Quais são as metas e objetivos para o ano de 2026? 


Carolina (Presidente): Pretendemos expandir a atuação do CARI a partir de suas áreas já existentes, integrando-nos à rotina universitária de forma ainda mais incisiva por meio de novos eventos e projetos. Também buscamos tornar o nome do CARI mais conhecido através de novos projetos e, quanto aos principais eventos já conhecidos – CARICADA e Sinuvargas –, torná-los mais atrativos e movimentar a sua adesão. Desejamos expandir a nossa rede de contatos e ampliar os canais de comunicação que o CARI apresenta com o alunato de RI. Logo, visamos deixar um legado de inovação e implementar uma cultura de acolhimento e resiliência para o enfrentamento de eventuais desafios, para assim agir como um Centro Acadêmico que procura auxiliar o alunato e compreender as suas demandas, providenciando soluções e respostas para as suas eventuais questões. 


Lara Naggar (Vice Presidente): a Chapa Ipê tem como objetivo fazer do curso de Relações Internacionais da FGV um ambiente cada vez mais unido, integrado, transparente e produtivo. Através da continuidade e manutenção de projetos e eventos já existentes, pretendemos manter e estabelecer tradições que nos unem e representam o alunato de RI, sempre trazendo novas ideias para complementar e implementar esses projetos, com o intuito de trazer uma melhora constante. Para isso, estabelecemos como prioridade na chapa a transparência e a comunicação, que acreditamos serem os principais pilares para explorar novas ideias e decidir a forma de implementá-las da melhor maneira possível e para escutar e atender as demandas dos alunos. Queremos deixar o legado de uma chapa unida, que se escuta e escuta as ideias e necessidades dos alunos, além de estar sempre buscando a melhora e inovação. 


E por fim, abro um espaço para que os representantes da Chapa Ipê mandem uma mensagem para o alunato gvniano, assim como para os ingressantes de 2026.


Carolina (Presidente): Acredito que seja essencial que o corpo discente (especialmente, o de RI) compreenda que o CARI é um órgão formado por alunos para o próprio alunato da Fundação e que tem como principal objetivo contribuir ao máximo para com a jornada universitária de todos. Estar no CARI é de grande responsabilidade e posso assegurar que a Chapa Ipê está alinhada em relação a este quesito, priorizando ações que busquem não somente auxiliar os alunos, mas que mostrem que estamos juntos neste período da graduação. Para os ingressantes: Que honra é tê-los conosco! O primeiro ano de faculdade nos reserva surpresas que nem imaginamos e, no final do segundo semestre, percebemos o quanto crescemos! Se joguem de cabeça, continuem, aproveitem as festas, desfrutem das oportunidades e não se esqueçam que vocês têm a nós para qualquer coisa que precisarem! A caminhada é intensa, mas a vista é linda. 


Letícia Ruve (Acadêmico): É muito engraçado pensar que já se passou um ano de faculdade e já estamos indo pro terceiro semestre, em breve virão novos bixos e nós nos tornaremos veteranos pela primeira vez. Apesar de ter experiência para auxiliar os ingressantes nessa nova fase acredito que algo que prezo muito nessa gestão é não limitar as demandas do CARI aos primeiros semestres, gostaria de lembrar que nossa gestão está a disposição para ajudar os nossos veteranos com quaisquer demandas que eles precisem resolver e facilitar a vida de todos! Estamos sempre abertos para ideias e reclamações, então se sintam à vontade para conversar com a gente quando precisarem.


Lara (Vice Presidente): Acredito que todos nós da Chapa Ipê lutamos para montar esse time pelo fato de termos desenvolvido um carinho enorme pelo CARI, pelo curso de RI e pela FGV, e esse carinho veio da experiência que tivemos durante nosso primeiro ano da faculdade graças aos nossos veteranos, à chapa anterior, aos professores e à coordenação. Isso fez com que quiséssemos muito poder fazer da experiência de vocês, bixos e veteranos, tão boa quanto a nossa – na verdade, queremos fazer de tudo para fazê-la melhor ainda. Então, saibam que nós estamos, de coração, de braços abertos para receber vocês, tirar suas dúvidas, atender toda e qualquer demanda e conversar quando vocês precisarem, porque apesar de incrível, a experiência da faculdade também pode ser assustadora. O mesmo vale para vocês, veteranos, porque o CARI representa o alunato como um todo, apesar de parecer estar sempre focado nos novos ingressantes. Estamos abertos para escutá-los e ajudá-los em tudo aquilo que estiver em nosso alcance, porque sabemos que ser veterano também tem seus desafios. Bixos, nós estamos MUITO ansiosos e animados para receber vocês, e queremos fazer nosso melhor para que vocês amem a FGV RI tanto quanto nós amamos. Alunos, contem conosco! 


Manuela Garcia (Relações Públicas): Ao alunato, só podemos agradecer pela confiança em nossa chapa. Estar aqui tentando melhorar a experiência– um tanto conturbada, às vezes, não podemos mentir– de vocês na FGV é um prazer enorme. E aos bixos, sejam bem-vindos! A vida universitária é cansativa e ela demanda muito, mas ela marca o início de uma fase linda, memorável e cintilante. Poder fazer parte dessa nova era na vida de vocês e auxiliá-los em tudo o que precisarem será uma honra.



Imagem da capa: Instagram (@carifgv)


Revisado por Pedro Anelli Bastos

Escrito por

Julia Santos

Há 8 meses na Gazeta

Graduanda em Relações Internacionais pela FGV. Na Gazeta, sou Redatora e Diretora de Reportagem.

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