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Cobertura Econo

Eles não estão de brincadeira: conheça alguns dos times que competem no Econo!

Trazemos algumas das equipes que competem no Econo para trazer suas perspectivas, curiosidades e vivências dentro do esporte

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Vicky Auricchio Saes

7 min de leitura

14 de abril de 2026

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Em meio à expectativa que antecede as Economíadas, a Gazeta amplia seu olhar para valorizar ainda mais a diversidade de equipes que constroem esse momento tão marcante da cultura gvniana. Para além dos resultados e das disputas, são as histórias, rotinas e paixões de cada time que dão vida ao campeonato.


Nesta edição, fomos ouvir algumas dessas equipes para trazer suas perspectivas, curiosidades e vivências dentro do esporte. Isso porque, no fim, são essas vozes – muitas vezes pouco ouvidas – que ajudam a fortalecer a identidade das Economíadas e que merecem todo o reconhecimento e, claro, a torcida de todos.


Conversamos com Sol Lee Min, do Tênis de Mesa Feminino; Nicholas Ryo Takano, do Xadrez; e Júlia Ferreira e Bruna Miranda Bento, do Rugby Feminino. Representantes que mostram, cada um à sua maneira, a dedicação e a paixão que movimentam as Economíadas dentro e fora das competições.


Tênis de mesa


Se vocês pudessem “quebrar” um estereótipo sobre o esporte, qual seria?


Acho que o estereótipo que eu mais queria quebrar é esse de que o tênis de mesa não é um esporte “de verdade”. Muita gente ainda vê como brincadeira, como algo leve, meio sem graça. E, pra mim, é justamente o contrário.


Tem dias de treino que eu saio completamente exausta, não só fisicamente, mas mentalmente também. É um esporte que exige muito foco, muita repetição, muita paciência com você mesma. E isso quase nunca aparece pra quem tá olhando de fora.


E, sendo uma mulher asiática, tem também aquela expectativa meio automática, como se eu já tivesse que ser boa só por existir. No fundo incomoda, porque tira todo o valor do esforço, sabe? Ninguém vê as horas treinando, os erros, a evolução aos poucos.


No fim, eu só queria que as pessoas olhassem pra mesa e entendessem que tem história ali. Tem dedicação, tem pressão, tem vontade de ganhar. Não é só uma bolinha indo de um lado pro outro. É muito mais pessoal do que parece.


Existe algum ritual ou tradição do time antes dos jogos?


Para ser bem sincera, a gente não tem um ritual ou uma tradição antes dos jogos.


Cada uma chega meio no seu tempo, no seu jeito de se preparar. Tem gente que gosta de ficar mais quieta, focada, outras já são mais soltas, conversam, dão risada… e acho que isso diz muito sobre o time também, sabe? É um ambiente bem humano, sem muita regra rígida para esse tipo de coisa.


Mas, ao mesmo tempo, eu sinto que sempre rola uma energia parecida ali antes de começar. Um olhar, um “boa sorte”, um incentivo meio simples, mas que faz diferença. Não é um ritual oficial, mas acaba sendo algo nosso, meio espontâneo.


E eu gosto de pensar que nunca é tarde pra criar isso também. Talvez em algum momento a gente invente alguma tradição, um gesto, qualquer coisa que vire “a nossa cara”. Essas coisas não precisam nascer prontas, elas vão acontecendo.


Xadrez


Como funciona a preparação coletiva? Vocês treinam juntos ou cada um segue sua rotina? E quanto o entrosamento do time influencia num esporte que é, em essência, individual?


Os treinos são de 1h40min duas vezes por semana na GV. Nós treinamos juntos durante esses treinos mesmo.


O entrosamento é importante, principalmente, na parte da escalação dos times, em que todos temos que estar de acordo com quem vai jogar em cada rodada. Também, como capitão da minha faculdade, é importante que meus companheiros confiem em mim em decisões que tomo, como por exemplo, propor empate em uma partida em que meu companheiro está jogando.



Como é competir antes do Econo em São Carlos, com os outros times? Isso impacta a preparação de vocês?


Competir antes não impacta muito nossa preparação, uma vez que o local do campeonato não muda nosso planejamento. É vantajoso para todos os times, acredito, porque podemos jogar mais descansados, sem o cansaço das festas do evento para interferir em nossa performance.


Rugby Fem


Vocês estão em um tipo de “período de espera” para passar a pontuar no Econo. Gostaríamos de saber um pouco mais sobre como isso funciona e qual a expectativa do time sobre essa situação.


No Econo existem três categorias: expositivo, demonstrativo e oficial. A gente era expositivo. A gente se tornou demonstrativo em 2019, mas, em 2020, por causa da pandemia, isso foi zerado e a decisão voltou para trás. Em 2025, as atléticas votaram a favor de nos tornarmos demonstrativos de novo, então, agora a gente joga demonstrativo por três anos para se tornar oficial. No demonstrativo, todas as regras do oficial são válidas – deixando de ser um amistoso. Porém, o placar não pontua. Então, é isso! Como a gente está sobre isso, é respeitando as regras ao absurdo, fomentando o esporte para que os times sejam construídos, mais atléticas tenham um time de rugby, para que isso vire oficial e nunca mais deixe de ser.


Existe algum ritual ou tradição do time antes dos jogos?


Então, o rug fem tem o ritual de entrar sempre com o pé direito, todo mundo junto, embaixo no in goal, que é onde a gente marca os pontos. Outra tradição é que a gente sempre faz uma rodinha antes do jogo mesmo, para gente se apoiar, e fazemos o nosso grito, com as duas capitãs no meio e o resto gritando: “Tá no chão, é grama! Rugby é? FGV!” E depois, entramos todas juntas.


Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Vicky Auricchio Saes

Há 10 meses na Gazeta

Sou uma pessoa não binária, amante de café e apaixonada por transformar o real em ficção. Sou natural de São José dos Campos, estudo Direito como bolsista na FGV, já publiquei dois livros.

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