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Poesia

Quando o cotidiano chega, e com ele, a depressão

As vozes sempre vêm às segundas. Dia letivo, dia comum, Dia que deveria ser só mais um; Tal como eu. Elas são resquícios do que não...

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Ana Cristina Rodrigues

2 min de leitura

26 de março de 2024

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As vozes sempre vêm às segundas.


Dia letivo, dia comum,


Dia que deveria ser só mais um;


Tal como eu.


Elas são resquícios do que não evitei no domingo,


Noite de insônia, dia dormindo.


É que eu tenho inúmeras tarefas


E fico sem conteúdo nenhum,


Sou o prazo vencido delas.


O mundo anda pedindo dias infinitos,


Manhãs leves, cafés bonitos.


As vozes me disseram que dia bom é corrido,


Mas meu corpo grita atropelado.


Ele pede por comprimidos,


Enquanto eu morro em dias vividos.


Queria saber o que há de errado:


As vozes ou a realidade.


Enquanto uma finca meus dois pés no chão,


As outras me mantêm deitado.


E eu sigo acordado.


Porque é segunda.


As vozes trabalham,


Mas eu também.


Ainda não sei quem está me fazendo de refém.


Autoria: Ana Cristina R. Henrique 


Revisão: Laura Freitas e Enrico


Imagem da capa: edição a partir de imagens da internet (123RF)

Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Ana Cristina Rodrigues

Foi da Gazeta por menos de 1 mês

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