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Relato Pessoal

Soneto de um engenheiro

Exato, mas não tanto Sou um bloco de concreto, esperando… Meu penar se mede em metros e num pranto: Um dialeto… Um pedaço de fartura e...

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Ornito Vargas

1 min de leitura

19 de janeiro de 2023

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Exato, mas não tanto


Sou um bloco de concreto, esperando…


Meu penar se mede em metros e num pranto:


Um dialeto…


Um pedaço de fartura e mais uns tantos


Nem compassos nem canetas


Me escrevem 


Eu sozinho entre lágrimas e tetos 


Se eu chorasse e tão impreciso fosse


Se eu bebesse e me afogasse numa prece


Viveria como um ácaro, mas doce


Não consigo mais pensar até que regresse


Desde que não mais te vê, meu eu padece


Faço prédios sem janelas ou paredes.


Autoria: Anônimo 


Revisão: Anna Cecília Serrano


Arte: Xin Yan

Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Ornito Vargas

Há 7 anos na Gazeta

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