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Relato Pessoal

Em busca da fada

No Espaço Aberto de hoje, a Gazeta Vargas traz um poema de Gabriel Carneiro Almeida. Encante-se com "Em Busca da Fada". Contemplava eu a...

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Ornito Vargas

2 min de leitura

12 de abril de 2020

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Contemplava eu a lagoa


Sob a luz do luar


E sentia-me vazio:


Tinha vontade de amar


Lembrei-me dela,


Menina de lábios aveludados,


Pele macia como pluma


E voz doce como fado


Os momentos com ela


Trazem-me a nostalgia


De quando a vida era bela


E o mundo a mim sorria


Meus pensamentos acham-se imersos


Nas vezes em que estivemos apaixonados


Sob o som dos pássaros dispersos,


Felizes a entoar seus cantos aflautados


Delicada como a flor amarela


Que floresce no topo da colina,


Não há mais formosa donzela


Que aquela moça tão fina


É ela a singular dama


Que, com sua rósea beleza,


Inflama a faminta chama


Sem perder uma fração da pureza


Quando olhava nos olhos dela,


Hipnotizava-me na imensidão azul


Própria da verdadeira Cinderela


Única, como as estrelas do Sul


Muito me faz falta aquela jovem,


Ninfa de apurada inteligência,


E de quem, hoje, restam-me apenas memórias,


Cada vez mais intensas pela ausência


Não poderia eu expressar em versos


A magnitude das infinitas mágoas


Que surgem nestes tempos adversos


E que, em mim, soam como trovoadas


Chorei, choro, e sempre chorarei


Por todos os dias em que estiver distante,


Mas não exitarei em encontrá-la,


Sem me importar com o destino errante


Como qualquer homem apaixonado,


Resta-me sair em busca da amada:


Uma jornada do coração


Para reconquistar a minha fada


Revisado por Equipe de Revisão

Escrito por

Ornito Vargas

Há 7 anos na Gazeta

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