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Os segredos da Mona Lisa



A Revista 89 da Gazeta (diretamente da idade da pedra e dos primórdios da Bela Vista), fez o exercício de imaginação de cogitar uma GV sem festas. Nessa distopia, os gvnianos usavam anfetamina para estudar, lutavam contra seus tiques nervosos e tinham mais dinheiro sobrando. A GV de 2024 é apaixonada pelas suas festas, sequer pensa nesse mundo triste e guarda com carinho a tradição dos rolês mais amados de SP. Mas quem são Gioconda e suas irmãs? 


Os estudiosos do mundo da arte se esforçam há séculos para tentar desvendar os segredos de Mona Lisa, La Gioconda. O sorriso que ninguém entende, os números pintados em várias partes da tela, o olhar que acompanha. Mas o fato é que alguns mistérios não têm graça se descobertos, pois nas imaginações encontramos as respostas mais legais e apaixonantes, do íntimo de cada investigador. De igual maneira, com a nossa Gioconda os mistérios também são melhores não resolvidos, pelo saldo da magia.


O DA não encontrou registros da primeira Gioconda, mas sabemos que essa é a festa mais tradicional da GV e uma das mais antigas das faculdades de São Paulo. Imagine que as primeiras edições tinham meninos engravatados e meninas de salto alto curtindo um baile de gala gvniano. Após muitos anos, muitas histórias, menos glamour e mais tradição, hoje a Gioconda está em sua 66ª edição. 


Outras mulheres da família da Gioconda figuraram nos calendários festivos desses muitos anos de trabalho do Diretório. Giovana, Giorgina Verano, Guinevere e Gertrudes foram outros rolês criados por diretores de eventos que passaram pelo DA, para os gvnianos.


A Giovana é uma festa do mundo dos mistérios esquecidos: foi descontinuada por falta de adesão, palco de algumas polêmicas e acontecia entre a GVjada e a Gioconda. Das polêmicas: em 2002, num lugar da festa chamado "Cantinho do Amor", reservado para "encontros íntimos", os festeiros figuram como parte de um  dos primeiros casos de crime cibernético famosos no país: os jovens foram flagrados em cenas íntimas – dizem que, muito íntimas [2] – e as imagens se espalharam nos PCs de internet discada [1]. 


Aparentemente as coisas eram realmente animadas nessa tal Giovana: uma das edições foi feita no finado e muito famoso PlayCenter, superparque de diversões dos paulistanos old-school. O mais legal a se saber é que essa era a festa à fantasia promovida pelo DA, em que os alunos se aventuravam nesse "dresscode" criativo: numa dessas, Gabriela Prioli (ex-MACK) foi de Barbie, vanguardista do barbiecore. 


A Giorgina, pelo bem de todos e felicidade geral da nação, ficou! Essa é uma festa que o DA planeja executar esse ano, superando os desafios de calendário, orçamento e demanda. Preparem-se! 


Já a GVjada nasceu como a cervejada dos alunos da Fundação restrita aos próprios alunos num local inimaginável nos nossos dias: a própria quadra da EAESP. A velha Itapeva já teve tempos mais agitados… 


Para o DA (e para todos da GV) as festas são um veículo de integração entre os alunos e entre os cursos. A GVjada e a Gioconda são a soma de todo mundo e de todos os mundos, quase herméticos, da GV. 


As festas são um sucesso, mas nem sempre foi assim. Em 2014, a equipe de reportagem da Gazeta ouviu a GV relatando o fracasso da Guinevere: sem gelo, sem espaço, sem bebida, cerveja quente e gritaria. Não sabemos muito sobre a Guinevere, mas ficou a informação de que essa festa tinha pole dance para o entretenimento dos festeiros e, no começo, atrações sertanejas estavam na playlist! 


Passou, mas para o DAGV se tornar a referência de festas que é hoje, o segredo foi um só: trabalho duro! O atual Diretor de Eventos explicou que todos os eventos passam por uma balança avaliativa, feita pelo próprio Diretório, ouvindo a Atlética e sobretudo ouvindo a própria comunidade gvniana. Antes da festa, pesquisa de mercado para saber o que os gvnianos querem encontrar – line-up, open bar, local. Pós-festa, as impressões de todos. O segredo de trabalho perpassa uma prática incontornável: ouvir a GV! A festa é para a GV, para a GV curtir!


O DA diz querer sempre entregar a melhor festa, uma depois da outra, num ciclo de evolução. Com a experiência e com o esforço enorme de muita gente trabalhando duro, o Diretório diz que o desafio agora é fazer festas cada vez mais inclusivas: sem machismo, sem lgbtfobia, sem racismo, para todo mundo mesmo. 


Perguntamos como eles definiriam a Gioconda em uma frase. A resposta é que a Gioconda é muito complexa para ser reduzida a uma sentença, mas que é a maior festa premium universitária de SP: A Gioconda é a integração da galera, todo mundo se junta, curte, relaxa, se descontrai. GVjada é preto amarelo, APA e Tatu Bola! Gioconda é tudo da melhor qualidade. 


Se na edição 89, a Gazeta imaginou uma GV sem festas, essa reportagem pediu para o DA explicar o que é um mundo com festas. A resposta aqui foi mais direta: As festas são o orgulho do Gvniano! Uma GV sem festas é uma GV sem amor! Uma GV sem festa é uma GV sem tradição! Então, caros leitores, aproveitem esse mundo com muito orgulho, muito amor e muita tradição! Divaguem, imaginem e aproveitem vocês mesmos - e com todo mundo – os segredos mais íntimos da Mona Lisa.


Autoria: Pedro Henrique Guimarães e Giovanna Lopes

Revisão: Enrico Recco e André Rhinow

 

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